Blog Paulo Jorge: O ABISMO - O MODELO DA DIFUSÃO

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O ABISMO - O MODELO DA DIFUSÃO


PORQUE RAZÃO TODA A GENTE TEM UM iPOD – MODELO DA DIFUSÃO

Porque pegam algumas ideias – incluindo as estúpidas – e tornam-se moda, enquanto outras luzem brevemente antes de murcharem e desaparecem da vista?
difusão
Os sociólogos descrevem  o modo pelo qual uma ideia ou produto interessante se torna popular como sendo <<difusão>>. Um dos estudos mais famosos é uma análise de Bruce Ryan e Neal Gross acerca da difusão do milho híbrido nos anos 1930 em Greene Coutry, no Iowa. O novo tipo de milho era melhor do que o antigo em todos os pontos, mas demorou vinte e dois
anos a ser aceite.
Os investigadores da difusão chamaram aos agricultores que mudam para o milho novo em 1928 <<inovadores>> e ao grupo um pouco maior que foi influenciado por eles <<adaptadores precoces>>. Eram líderes de opinião na comunidade, pessoas respeitáveis que observam as experiências dos inovadores e depois juntaram-se-lhes. Foram seguidos, no final dos anos trinta, pelas <<massas céticas>>, os que nunca mudam nada antes de testado pelos agricultores de sucesso. Mas a determinada altura até eles foram infetados pelo <<vírus do milho híbrido>>, acabando por o transmitir aos conservadores puros e duros, os <<atrasados>>.

MODELO DA DIFUSÃO – PONTO CRÍTICO

Traduzido num gráfico, este desenvolvimento assume a forma de uma curva, típica do progresso de uma epidemia. Começa por crescer gradualmente e depois alcança o ponto crítico de qualquer produto novo quando muitos falham. O ponto crítico de uma inovação encontra-se na transição dos adaptadores precoces para os céticos, já que neste ponto existe um <<abismo>>.
De acordo com o sociólogo americano Morton Grodzins, se os adaptadores precoces conseguirem fazer com que a inovação transponha o abismo e chegue às massas céticas, o ciclo epidémico alcança o ponto de viragem. A partir daqui, a curva sobe de forma abrupta quando as massas aceitam o produto e volta a descer quando as massas aceitam o produto e volta a descer quando já só faltam os atrasos.
No caso das inovações tecnológicas, como o iPod ou iPhone, o ciclo descrito acima é muito curto. Curiosamente, os adaptadores precoces deixam acima é muito curto. Curiosamente, os adaptadores precoces deixam o produto assim que as massas críticas o aceitam, em busca da novidade seguinte. O modelo do abismo foi apresentado pelo consultor e autor americano Geoffrey Moore.
Primeiro ignoram-nos, depois riem-se de nós, a seguir combatem-nos, e, no final, nós vencemos.
Mahatma Gandhi
difusão

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