Quando publicamos um artigo de
qualidade, cujo conteúdo é apreciado por muitas pessoas, normalmente,
recebemos citações seguidas de links apontando para esse conteúdo. Esses
links são considerados pelo Google como pontos para quem criou o
artigo. Quanto maior for a relevância do site que fez a citação, mais
bem visto o artigo será pelo Google. O mesmo acontece com um site em si,
quando melhor for seu conteúdo, mais será citado e mais bem visto será.
Falando superficialmente, esse é
conceito criado pelo Google é utilizado atualmente pela maioria dos
buscadores para definir se um site é relevante ou não e rankea-lo
baseado nisso, e em vários outros fatores. Tudo funciona
democraticamente de forma que quem recebe mais citações dos sites mais
relevantes também aumenta sua relevância.
Entendendo isso, imagine que temos na
internet pelo menos 1000 sites concorrendo para cada nicho de mercado.
Nem todos esses sites recebem links de outros sites e os que recebem são
mais bem posicionados do que os outros. Essa situação gera uma corrida
em
busca de links. Essa corrida pode ser chamada de link building, ou
“construção de ligações”. O link building,
por natureza, é uma espécie de garimpo de links não naturais onde o
único interesse não é citar um bom conteúdo, mas melhorar o
posicionamento de um site.COMO CHEGAM OS LINKS NATURAIS?
Os links naturais podem chegar a um site
de diversas maneiras, mas em geral são os webmasters e blogueiros que
criam artigos e complementam seus conteúdos citando outros websites.
Essas citações, sem segundas intenções, podemos definir como links
naturais. Para entender melhor o conceito de link building é necessário
conhecer algumas maneiras pelas quais um bom conteúdo recebe links.
Vamos a elas:
- Quando um artigo de qualidade é publicado. A primeira maneira de definir se um link é natural é através da qualidade de um artigo. As pessoas não costumam citar artigos de má qualidade e que não complementam seu conteúdo. Isso não significa que o post deve ser extenso, cheio de imagens, vídeos, etc. mas que deve ser envolvente a ponto de gerar no leitor a vontade de citar o texto.
- Quanto um site ou artigo recebe visitas suficientes. A segunda maneira de definir se os links recebidos são naturais é verificando se um site ou artigo especifico recebe uma quantidade de visitas condizentes com a quantidade de links recebida. Para entender melhor, imagine que você publicou um artigo que foi lido por apenas duas pessoas. A não ser que ele seja um conteúdo viral, é possível receber 500 links naturais? Isso não seria normal.
- Quando o site já tem um bom tempo de vida. Se um site acabou de ser criado é normal que seu conteúdo não esteja muito difundido pela internet. Conforme o autor vai publicando artigos de qualidade, as visitas vão aumentando e o número de links (citações) também. Falando cruamente, no inicio um blog recebe poucos links e com o passar do tempo eles vão aumentando. Fugir dessa padrão não é natural.
A CERTEZA DO INCERTO
Sabendo que o link building é uma
maneira de conseguir links não naturais, podemos dizer que sempre que
você coloca a mão na massa e corre atraz de links para seu blog, está em
uma corda bamba onde a única certeza é que o Google um dia poderá
aplicar uma punição. Para entender melhor a idéia, imagine que você
possui um blog que não recebe muitos links. Para melhorar o
posicionamento você submete seus artigos a diretórios, escreve guest
posts, publica nas redes sociais com perfis falsos, faz parcerias com
outros sites, troca links na barra lateral, compra links, etc. Seu site
com certeza subirá no ranking, mas sempre estará a merce do Google. Se
um dia eles resolverem punir sites que trocam ou compram links o seu
estará na fila. Por isso mesmo, você deverá sempre ter em atenção os erros de link building a evitar no seu blog.
COMO DEVERIA SER O LINK BUILDING
Quem trabalha com SEO diariamente sabe
que link building, além de ser extremamente delicado, é muito difícil de
fazer. Entender que devemos ter links em proporções e com textos âncora
diferentes para parecer natural é muito simples. O complicado é colocar
tudo em prática com a certeza de que o site nunca será punido.
Muita gente prega maneiras de distribuir
links corretamente, mas a questão é que não existe uma forma certa. O
ideal é simular o comportamento humano e pensar como as pessoas pensam
na hora de compartilhar ou citar um conteúdo, mas é tudo uma questão
subjetiva. Eu posso acreditar nisso enquanto você acredita em outra
teoria e o Google, por sua vez, não acredita em ninguém.
Embora exista essa incerteza, é possível utilizar a lógica para entender como seria o link building ideal. Vejamos:
1 - A maioria dos links
devem vir de textos âncora referentes ao nome do site ou alguma frase
expressando o artigo em questão. Não é natural receber links com uma
palavra chave exata, a não ser que ela seja exatamente o nome do artigo
ou do site. Já imaginou alguém linkando para a Escola Dinheiro com o
texto âncora “vacina para gatos” sendo que nenhum artigo fala sobre esse
assunto?
Note que na imagem abaixo, extraída do
Open Site Explorer, a Escola Dinheiro recebe a maior quantidade de links
com o texto âncora do próprio nome do blog (escola dinheiro – 7.161
links), seguido pelo antigo nome (fique rico – 842 links) e pelo autor
(paulo faustino – 149 links).
2 - Se o site é bom, o
normal é ter links dofollow. É muito disseminado pela internet que não é
natural receber muitos links dofollow, mas, pense comigo, a maioria das
pessoas que mantém um site não sabem, e nem tem obrigação de saber, o
que é um atributo nofollow. Costumamos tratar isso com naturalidade
porque entendemos um pouco de SEO. A questão é que pessoas comuns não
entendem. Quando essas pessoas lêem um bom artigo e querem recomendá-lo
elas o fazem incluindo um link, e ponto. Sem alterar sua estrutura
básica.
Para exemplificar, fiz uma pesquisa simples no Ahrefs
por um site conhecido. Nesse caso utilizei o G1 da Globo.com. Na imagem
a seguir você pode notar que a grande maioria dos links são dofollow.
Do total de 6.670.047 links de texto, 95% são dofollow e apenas 5%
nofollow.
3 - Os links vêm de
acordo com a popularidade e disponibilidade de um domínio. O .com é mais
popular do que o .net, que é mais popular do que o .org, que é mais
popular do que o .edu, que é mais popular do que o .gov. Portanto, o
normal seria receber mais links de domínios .com e seguir gradativamente
até chegar ao .gov. Isso tudo poder ser evidenciado na imagem abaixo,
ainda do G1.
É interessante notar uma coisa. Domínios
importantes, como .edu e .gov, que representam instituições
educacionais e governamentais, são considerados de maior valor pela
credibilidade que têm e pela dificuldade de serem registrados. Note que
o G1 tem mais de 3 milhões de páginas indexadas que recebem 6.670.047
links e apenas 43 deles vêm a partir desses domínios. Ou seja, 0,0006%
são .edu e 0,00004% são .gov. É muito importante pensar bastante antes
de tentar conseguir um link desses, pois mesmo uma pequena quantidade
pode chamar a atenção do Google (no mal sentido).
Embora esses três pontos sejam óbvios
depois que os analisamos, fugir muito desse padrão pode resultar em uma
punição automática (por cair em algum filtro) ou em uma análise manual
por alguém da equipe de qualidade do Google.
A REALIDADE NUA E CRUA
O Google tem se tornado mais justo com o
passar dos anos. Embora muita gente diga o contrário, eles estão
levando o conteúdo muito a sério. Mesmo o link building sendo ainda o
grande foco do SEO, é preciso manter um site feito cada vez mais com o
leitor e para o leitor. Infelizmente a realidade é dura para quem
trabalha com SEO, pois tudo muda na velocidade da luz, mas isso
representa mais benefícios para quem procura um bom conteúdo na
internet.
Abraços!




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